Introdução
A Genética estuda a hereditariedade e a variabilidade. Nasce com Gregor Mendel, monge que cruzou ervilhas (Pisum sativum) entre 1856 e 1865 — planta de fácil cultivo, ciclo curto, autofecundação e características bem contrastantes. Seu trabalho só foi reconhecido em 1900.
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Para ir além do episódio histórico, entenda que a Genética se organiza em níveis que se conectam: no molecular, o DNA guarda a informação em sequências de bases; no celular, esse DNA se empacota em cromossomos, e a meiose separa os cromossomos homólogos e, por meio do crossing-over, embaralha trechos entre eles; no organismo, diferentes versões de um mesmo gene — os alelos — interagem e definem o fenótipo; e no populacional, essas combinações se redistribuem a cada geração, gerando a variabilidade sobre a qual a seleção natural atua.
Vale distinguir três conceitos que as provas adoram misturar: genótipo (constituição alélica), fenótipo (característica manifestada) e heredograma (representação das heranças em uma família).
Na Fuvest, na Unicamp e no Enem, a cobrança costuma vir como interpretação de heredogramas, cálculo de probabilidades (regra do "e" multiplica, do "ou" soma), distinção entre mitose e meiose, conceitos de dominância, codominância e herança ligada ao sexo, além de análise de experimentos mendelianos e de situações-problema com grupos sanguíneos e doenças genéticas; por isso, treine montar o genótipo dos indivíduos a partir das informações dadas, use o quadro de Punnett para prever proporções e sempre confira se o cruzamento proposto é compatível com os fenótipos observados na genealogia, pois é justamente nesse encadeamento lógico entre alelos, meiose e probabilidade que a maioria dos erros e das questões difíceis se concentra.