Definição
Lei da segregação independente: os alelos de genes diferentes separam-se de modo independente na formação dos gametas. Só vale para genes em cromossomos diferentes ou muito distantes no mesmo cromossomo — daí a exceção da ligação gênica, desconhecida por Mendel.
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A Segunda Lei de Mendel, ou lei da segregação independente, surgiu dos experimentos em que Mendel acompanhou duas características ao mesmo tempo — por exemplo, cor e textura da semente da ervilha —, buscando entender se os fatores hereditários se transmitiam em bloco ou de forma livre. Ele partiu de linhagens puras: uma que só produzia sementes amarelas e lisas e outra que só produzia verdes e rugosas. Cruzando-as, a geração F1 foi 100% amarela e lisa, revelando que esses traços eram dominantes. Ao autofecundar a F1, porém, a geração F2 não trouxe apenas os dois tipos parentais: apareceram também amarelas rugosas e verdes lisas, em proporção aproximada de 9:3:3:1 para amarelas lisas, amarelas rugosas, verdes lisas e verdes rugosas, respectivamente.
Isso provou que a herança da cor não "arrastava" a da textura: os alelos de cada gene se distribuíam nos gametas de modo independente, gerando quatro tipos de gametas em igual frequência (AB, Ab, aB, ab). O resultado é que, para dois genes em cromossomos diferentes, o número de gametas possíveis é 2ⁿ, e a proporção fenotípica 9:3:3:1 vale quando há dominância completa e ausência de interações gênicas.