Crescimento das populações
Depende de natalidade e imigração, que aumentam, e de mortalidade e emigração, que reduzem. O potencial biótico é a capacidade máxima teórica de crescimento; a resistência do meio — alimento, espaço, predadores, doenças — limita-a até a capacidade de suporte.
Aprofundar ▾
Para entender de fato como as populações crescem, é preciso distinguir dois modelos clássicos que caem direto nas provas: o crescimento exponencial e o crescimento logístico. O exponencial, também chamado de curva em "J", ocorre quando os recursos são praticamente ilimitados e nenhum fator freia a reprodução — cada indivíduo gera mais que um descendente, e o número de novos indivíduos acelera junto com o tamanho da população, como juros compostos. Isso é raro na natureza por muito tempo, mas acontece em condições especiais: uma espécie invasora introduzida numa ilha sem predadores naturais, ou bactérias recém-inoculadas num meio de cultura rico em nutrientes, crescem assim por um período.
Já o crescimento logístico, curva em "S", é o mais realista: começa acelerando, mas, conforme a população se aproxima da capacidade de suporte do ambiente (o máximo de indivíduos que o meio sustenta de forma duradoura), a resistência do meio aumenta — menos alimento por indivíduo, mais competição, acúmulo de resíduos, maior disseminação de doenças — e a taxa de crescimento desacelera até praticamente zerar, estabilizando o tamanho populacional em oscilações em torno da capacidade de suporte.
Dominar essa distinção entre o que a população poderia crescer e o que ela de fato cresce é o que garante acerto nas questões de dinâmica populacional, seja na Fuvest, na Unicamp, no ENEM ou nas federais, que costumam cobrar exatamente essa leitura crítica de gráficos e contextos ecológicos aplicados.