Perda da biodiversidade
Fala-se em sexta extinção em massa, a primeira causada por uma espécie. Principais motores: destruição e fragmentação de habitat, espécies invasoras, poluição, superexploração e mudanças climáticas. A perda compromete serviços ecossistêmicos, como polinização e regulação do clima.
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A perda da biodiversidade deve ser entendida não como o simples desaparecimento de espécies carismáticas, mas como a redução da variabilidade genética, da diversidade de espécies e da multiplicidade de ecossistemas, o que diminui a resiliência dos sistemas naturais diante de perturbações. Quando uma população se fragmenta, ela perde fluxo gênico, acumula endogamia e fica mais suscetível a doenças e a variações ambientais, de modo que a extinção local pode se tornar um efeito dominó.
Corredores ecológicos
Faixas de vegetação que conectam fragmentos florestais isolados, permitindo o trânsito de animais e o fluxo gênico entre populações. Combatem a endogamia e a perda de variabilidade que ameaçam populações pequenas e isoladas, além de reduzir atropelamentos.
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Os corredores ecológicos são uma das principais estratégias de manejo da paisagem para frear a perda de biodiversidade, e sua lógica vai além de simplesmente "ligar matas": trata-se de garantir que os processos ecológicos e evolutivos continuem funcionando em ambientes fragmentados. Quando uma área contínua é dividida por estradas, pastagens, monoculturas ou cidades, formam-se ilhas de habitat cercadas por uma matriz hostil, na qual muitas espécies não conseguem sobreviver nem se dispersar, num fenômeno conhecido como efeito de borda, que altera luz, umidade, temperatura e expõe os organismos a predadores, parasitas e competidores exóticos. Os corredores podem ser faixas lineares de vegetação nativa ao longo de rios, as chamadas matas ciliares, restauradas em áreas de preservação permanente, ou então trampolins ecológicos, pequenos fragmentos que servem de escala para aves, morcegos, insetos e sementes dispersas pelo vento.
Em síntese, entender corredores ecológicos é compreender que conservar não é apenas preservar manchas isoladas, mas manter a rede de conexões que sustenta a vida em suas múltiplas escalas.