Estrutura do corpo da planta
Órgãos vegetativos — raiz, caule e folha — cuidam da nutrição, sustentação e crescimento; os reprodutivos — flor, fruto e semente — da perpetuação. Muitos órgãos sofrem metamorfoses, adaptando-se a funções especiais, como reserva, defesa ou sustentação.
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O corpo vegetal organiza-se em órgãos que, embora distintos na forma, derivam dos mesmos meristemas apicais e trabalham de modo integrado: a raiz fixa a planta ao substrato, absorve água e sais e, em muitas espécies, associa-se a fungos formando micorrizas, que ampliam enormemente a superfície de captação; o caule conduz a seiva bruta pelos vasos do xilema e a seiva elaborada pelo floema, além de sustentar folhas e flores; e a folha, com sua lâmina achatada e rica em estômatos e cloroplastos, é o principal sítio de fotossíntese e de trocas gasosas. Essa divisão de trabalho aparece claramente quando comparamos ambientes: um cacto do semiárido tem folhas transformadas em espinhos, que reduzem a transpiração e protegem contra herbívoros, enquanto o caule clorofilado e suculento assume a fotossíntese e armazena água — exemplo clássico de metamorfose que ilustra como a seleção natural remodela órgãos vegetativos conforme a pressão ecológica.
Esse arranjo também explica por que a poda de raízes afeta a copa e por que anéis de casca removidos matam a planta: ao interromper o floema, bloqueiam o transporte de açúcares das folhas para as raízes.