Introdução
Os vertebrados dividem-se, quanto à presença de mandíbula, em ágnatos (sem) e gnatostomados (com). Entre estes, os peixes reúnem condrictes e osteíctes. A conquista do ambiente terrestre exigiu depois pulmões, membros e o ovo amniótico.
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A divisão mais fundamental dentro dos vertebrados opõe os ágnatos, que jamais desenvolveram mandíbulas, aos gnatostomados, nos quais a mandíbula surgiu a partir da modificação do primeiro arco branquial — uma novidade evolutiva que transformou a boca de uma simples abertura de sucção num aparato capaz de apreender, morder e triturar alimento, abrindo caminho para a predação ativa e para a diversificação dos peixes.
Vale notar que "ágnato" não é sinônimo de "primitivo sem importância": as lampreias e feiticeiras (peixes-bruxa) atuais são ágnatos viventes, e a lampreia ilustra bem o grupo, pois passa parte da vida como larva filtradora e, na fase adulta, fixa-se com sua boca circular em peixes e suga sangue e fluidos corporais, usando a língua raspadora para perfurar a pele. Entre os gnatostomados, os peixes se separam em condrictes, de esqueleto cartilaginoso, pele coberta por escamas placoides e presença de cloaca — como o tubarão e a raia —, e osteíctes, de esqueleto ósseo, escamas ósseas e bexiga natatória, como o lambari e o dourado. Essa bexiga natatória merece destaque: funciona como órgão de flutuabilidade que ajusta a densidade do animal à profundidade, permitindo economia de energia, e nos peixes pulmonados e no celacanto está associada à respiração aérea, um indício da transição para a vida terrestre que mais tarde exigiria pulmões, membros e o ovo amniótico com seus anexos embrionários.