F3 · Aula 25

Equinodermos

Características gerais

Exclusivamente marinhos, com endoesqueleto calcário de origem mesodérmica, frequentemente com espinhos. Simetria radial secundária (pentarradial) no adulto, mas bilateral na larva — o que revela sua verdadeira posição filogenética.

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Os equinodermos formam um filo quase inteiramente restrito ao ambiente marinho, não por acaso: seu sistema aquífero ou ambulacral, exclusivo do grupo, depende da água do mar para funcionar, sendo responsável pela locomoção por meio dos pés ambulacrais (ventosas movidas por pressão hidráulica), além de participar da alimentação, da respiração e da excreção. Esse sistema se comunica com o exterior pela placa madrepórica, e é um dos critérios mais cobrados para diferenciá-los dos demais invertebrados. Outra marca do grupo é a regeneração acentuada: estrelas-do-mar conseguem refazer braços perdidos e, em alguns casos, um braço destacado com parte do disco central origina um novo indivíduo — exemplo clássico é a reprodução assexuada por fissão em algumas espécies.

Quanto à organização corporal, vale lembrar que a simetria radial pentarradial do adulto é secundária, isto é, derivada de ancestrais bilaterais: a larva ciliada de vida livre, como a bipinária das estrelas ou a auriculária das holotúrias, é bilateral, evidência forte do parentesco com os cordados e demais deuterostômios, com os quais compartilham clivagem radial e formação do celoma por enterocelia. Entre os representantes, destacam-se as estrelas-do-mar (Asteroidea), os ouriços e bolachas-da-praia (Echinoidea), as serpentes-do-mar (Ophiuroidea), os lírios-do-mar (Crinoidea) e os pepinos-do-mar (Holothuroidea) — este último exemplo de simetria secundariamente bilateral, mostrando que a regra da pentarradialidade tem exceções.

Morfologia e fisiologia

Exclusividade do grupo: o sistema ambulacrário ou aquífero, rede de canais preenchidos por água que movimenta os pés ambulacrais, usados na locomoção, na fixação e na alimentação. Digestório completo, respiração por brânquias dérmicas, sistema nervoso difuso, sem cérebro. Grande capacidade de regeneração.

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Os equinodermos apresentam simetria bilateral na fase larval e pentarradial na fase adulta, sendo esta última uma novidade evolutiva marcante do grupo, com o corpo organizado em cinco setores ao redor de um eixo central, o que explica o formato típico das estrelas-do-mar e dos ouriços. Essa organização radial não é homóloga à dos cnidários, pois deriva secundariamente de um ancestral bilateral, o que se comprova pela larva ciliada de simetria bilateral. O endoesqueleto é formado por placas calcárias de origem mesodérmica, recobertas por epiderme, e pode apresentar espinhos, como nos ouriços, ou ossículos articulados, como nos braços das estrelas-do-mar.

Classificação

Cinco classes: Asteroidea (estrelas-do-mar), Echinoidea (ouriços e bolachas), Holothuroidea (pepinos-do-mar), Ophiuroidea (serpentes-do-mar) e Crinoidea (lírios-do-mar). São deuterostômios, como os cordados — daí o parentesco entre os dois filos.

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A classificação dos equinodermos vai muito além de decorar cinco nomes: ela reflete a história evolutiva do grupo e sua ligação com os cordados, tema recorrente em provas. O que unifica as cinco classes é um conjunto de características exclusivas, como o endoesqueleto de origem mesodérmica formado por placas calcárias (ossículos) sob a epiderme, o sistema aquífero ou ambulacral — rede de canais hidráulicos que opera os pés ambulacrais, usados na locomoção, alimentação e troca gasosa — e a simetria pentarradial nos adultos, ainda que a larva seja bilateral. Essa simetria radial é secundária, ou seja, surgiu a partir de ancestrais bilaterais, o que se comprova pela larva ciliada de simetria bilateral e pela presença de estruturas como o celoma dividido em três regiões.