F1 · Aulas 4–6

Composição química dos seres vivos II

Proteínas

As moléculas orgânicas mais abundantes e versáteis. Funções: estrutural (colágeno, queratina), enzimática, transporte (hemoglobina), defesa (anticorpos), hormonal (insulina), contrátil (actina e miosina) e de coagulação. São polímeros de aminoácidos.

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As proteínas são cadeias polipeptídicas formadas por aminoácidos unidos por ligações peptídicas, que ocorrem entre o grupo carboxila de um aminoácido e o grupo amina do seguinte, com liberação de água. Cada aminoácido possui um radical (R) variável — há 20 tipos diferentes —, e é a sequência desses radicais que determina a estrutura e a função da proteína. A organização se dá em quatro níveis: primário (sequência linear), secundário (α-hélices e folhas-β, por pontes de hidrogênio), terciário (enovelamento tridimensional, com pontes de dissulfeto, interações hidrofóbicas e iônicas) e quaternário (união de várias cadeias, como na hemoglobina, com quatro subunidades).

Outro ponto recorrente é a especificidade enzimática: a enzima se liga ao substrato pelo sítio ativo, e mudanças de pH ou temperatura alteram essa interação. Por fim, vale lembrar que o código genético determina a sequência de aminoácidos, conectando proteínas à genética.

Aminoácidos

Têm um carbono central ligado a grupo amina ($\mathrm{NH_2}$), grupo carboxila ($\mathrm{COOH}$), hidrogênio e um radical R que os distingue. São 20 nos seres vivos; os essenciais não são sintetizados pelo corpo e vêm obrigatoriamente da dieta.

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Esses 20 aminoácidos se ligam entre si por ligações peptídicas, formadas quando o grupo carboxila de um aminoácido reage com o grupo amina de outro, com liberação de uma molécula de água — por isso é uma síntese por desidratação; a cadeia resultante tem uma extremidade amina livre (N-terminal) e uma carboxila livre (C-terminal), e é a sequência desses aminoácidos que determina a estrutura primária da proteína e, em última análise, sua função. O radical R define a natureza química de cada aminoácido: pode ser apolar (como a leucina), polar sem carga (serina), polar com carga positiva (lisina) ou negativa (ácido glutâmico), e essa propriedade determina como a proteína se dobra e interage com a água.

Vale lembrar ainda que nem todo aminoácido essencial é essencial para todos os organismos: os vegetais sintetizam todos os 20, enquanto os animais dependem da dieta para os essenciais, o que explica a importância de combinar alimentos complementares, como arroz e feijão, para obter o perfil completo.

Ligação peptídica

União entre a carboxila de um aminoácido e a amina do seguinte, com liberação de uma molécula de água — reação de síntese por desidratação. Forma dipeptídeos, tripeptídeos e polipeptídeos; a hidrólise, na digestão, faz o caminho inverso.

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A ligação peptídica merece atenção além da definição: o par de elétrons não ligantes do nitrogênio estabelece ressonância com a carbonila vizinha, o que confere à ligação C–N um caráter parcial de dupla ligação e impede a livre rotação em torno dela; por isso os seis átomos envolvidos (Cα, C, O, N, H e o Cα seguinte) ficam coplanares, num arranjo rígido que sustenta a estrutura secundária das proteínas. Essa mesma ressonância faz o oxigênio da carbonila concentrar densidade eletrônica negativa, enquanto o hidrogênio ligado ao nitrogênio fica parcialmente positivo: o grupo peptídico é, portanto, polar, e essa polaridade permite que carbonilas e hidrogênios amídicos de segmentos distantes se atraiam por pontes de hidrogênio, interação que estabiliza α-hélices e folhas β.

Como exemplo concreto, considere a formação do dipeptídeo glicil-alanina: a carboxila da glicina reage com a amina da alanina, perde-se uma molécula de água e o esqueleto resultante expõe, ao longo da cadeia, carbonilas e N–H que servirão de pontos de ancoragem para as pontes de hidrogênio do enovelamento — detalhe que explica por que a desnaturação por calor ou pH extremo rompe justamente essas interações sem quebrar as ligações peptídicas covalentes.

Estrutura das proteínas

Primária: sequência de aminoácidos, definida pelo gene. Secundária: alfa-hélice ou folha beta, por ligações de hidrogênio. Terciária: dobramento tridimensional, com pontes dissulfeto. Quaternária: associação de várias cadeias, como na hemoglobina. A função depende da forma.

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As proteínas são cadeias de aminoácidos unidos por ligações peptídicas, e é justamente a organização espacial dessa cadeia que determina sua função biológica. Imagine uma proteína como um colar de contas: a ordem das contas é a estrutura primária, mas esse colar só funciona quando se enrola, dobra e, às vezes, se junta a outros colares. Cada nível de dobramento é estabilizado por interações químicas específicas — ligações de hidrogênio entre os grupos amina e carboxila da cadeia principal geram os padrões regulares da estrutura secundária, enquanto interações entre os radicais R dos aminoácidos, como pontes de hidrogênio, interações hidrofóbicas, iônicas e as pontes dissulfeto entre cisteínas, consolidam o dobramento terciário.

O exemplo clássico é a hemoglobina: ela só transporta oxigênio porque quatro cadeias polipeptídicas (duas alfa e duas beta) se associam formando a estrutura quaternária, e cada cadeia contém um grupo heme com ferro que se liga ao O₂. Se a sequência primária sofre uma mutação — como a troca de um glutamato por uma valina na cadeia beta —, a proteína altera sua forma e surge a anemia falciforme, mostrando na prática que sequência e forma estão intimamente ligadas à função.

Desnaturação proteica

Perda da estrutura tridimensional — mantida apenas a primária — por calor, variação de pH, sais ou solventes. Leva à perda irreversível da função na maioria dos casos. Exemplos cotidianos: clara do ovo cozida e leite coalhado.

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A desnaturação proteica ocorre porque as interações que estabilizam os níveis secundário, terciário e quaternário — pontes de hidrogênio, interações hidrofóbicas, atrações iônicas e pontes dissulfeto — são, em geral, muito mais frágeis que as ligações peptídicas da estrutura primária, de modo que agentes físicos ou químicos rompem essas forças sem quebrar a cadeia de aminoácidos, deixando a proteína com sua sequência intacta, mas sem a forma funcional; isso explica por que o processo costuma ser irreversível, já que o simples retorno às condições originais não garante que a proteína reencontre espontaneamente o enovelamento correto, embora existam casos de renaturação, como o da ribonuclease, que demonstraram ser a informação do enovelamento contida na própria sequência primária.

Enzimas

Catalisadores biológicos, quase sempre proteínas, que aceleram reações sem serem consumidas. São altamente específicas e reutilizáveis. Nomeiam-se em geral pelo substrato mais o sufixo -ase: lactase, amilase, lipase.

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As enzimas atuam reduzindo a energia de ativação da reação, ou seja, a barreira energética que as moléculas precisam superar para reagir; sem elas, muitas reações do metabolismo seriam lentas demais para sustentar a vida. Esse efeito depende de uma região específica da enzima chamada sítio ativo, cuja forma é complementar à do substrato, como uma chave e uma fechadura. Quando o substrato se liga, forma-se o complexo enzima-substrato; após a transformação em produto, a enzima é liberada intacta e pode catalisar novas reações. A especificidade explica por que cada enzima age sobre poucos substratos: a lactase, por exemplo, quebra a lactose em glicose e galactose, mas não digere amido nem proteínas.

Fatores como temperatura, pH, concentração de substrato e de enzima alteram a atividade enzimática; temperaturas muito altas ou pH inadequado causam desnaturação, perda da estrutura tridimensional e, portanto, da função catalítica. Muitas enzimas também precisam de cofatores (íons metálicos) ou coenzimas (moléculas orgânicas, como vitaminas do complexo B) para funcionar.

Energia de ativação de reações com e sem a ação da enzima

A enzima reduz a energia de ativação, criando um caminho alternativo para a reação. Com isso aumenta muito a velocidade, mas não altera o $\Delta G$ da reação nem o equilíbrio: só faz o processo ocorrer mais rápido, e nas duas direções.

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Toda reação química precisa que as moléculas colidam com energia suficiente para romper ligações e formar o complexo ativado, aquele estado intermediário de maior energia; a energia mínima para alcançá-lo é a energia de ativação (Ea), e quanto maior ela for, menor a fração de moléculas capazes de vencer essa barreira a dada temperatura, o que torna a reação lenta. O que a enzima faz é se ligar ao substrato e estabilizar esse estado de transição, por exemplo distorcendo ligações ou aproximando grupos reativos no sítio ativo, de modo que a colisão eficaz passe a exigir menos energia — o gráfico clássico mostra a curva com enzima tendo um pico bem mais baixo que a curva sem enzima, ambas partindo e chegando aos mesmos patamares de energia dos reagentes e produtos.

Exemplo concreto: a decomposição da água oxigenada em água e oxigênio é termodinamicamente espontânea, mas tão lenta que a água oxigenada de farmácia fica estável na prateleira; basta adicionar catalase (presente no fígado e no sangue) para que ocorra efervescência imediata, pois a enzima abaixa a Ea sem tocar na variação de energia livre.

Vale notar ainda que esse abaixamento não é um "empurrão" energético: a enzima não fornece energia à reação, apenas oferece um percurso mais fácil, e por isso a reação continua reversível e o equilíbrio final é idêntico ao da reação não catalisada, só que atingido muito mais rápido.

Estrutura enzimática

A região que se liga ao substrato é o sítio ativo, cuja forma depende do dobramento da proteína. Muitas enzimas precisam de cofatores inorgânicos (íons metálicos) ou de coenzimas orgânicas — em geral derivadas de vitaminas — para funcionar.

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Cada enzima é, quase sempre, uma proteína globular cuja função nasce da sua conformação tridimensional: o enovelamento da cadeia polipeptídica cria cavidades e reentrâncias que posicionam aminoácidos estratégicos para reconhecer e transformar o substrato. Esse arranjo explica o modelo do encaixe induzido, hoje preferido ao antigo "chave-fechadura": a enzima não é rígida, e o próprio contato com o substrato ajusta levemente o sítio ativo, otimizando a catálise.

Vale lembrar que nem toda enzima é proteica — as ribozimas, moléculas de RNA com atividade catalítica, mostram que a catálise biológica antecede até a síntese de proteínas. Como a estrutura é mantida por pontes de hidrogênio, interações hidrofóbicas e ligações iônicas, fatores como temperatura e pH alteram essas forças: acima de certa faixa térmica ocorre desnaturação, com perda irreversível da forma e, portanto, da função.

Mecanismos de ação enzimática

Modelo clássico da chave-fechadura, hoje refinado pelo encaixe induzido: o sítio ativo se ajusta ao substrato ao ligá-lo. Forma-se o complexo enzima-substrato, ocorre a reação e os produtos são liberados, com a enzima intacta para novo ciclo.

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As enzimas são proteínas (ou, em alguns casos, RNAs catalíticos, as ribozimas) que aceleram reações químicas sem serem consumidas nelas, e esse poder vem sobretudo da capacidade de diminuir a energia de ativação — a barreira energética que as moléculas precisam vencer para reagir. Em vez de forçar colisões violentas entre substratos, a enzima cria um ambiente quimicamente favorável dentro do sítio ativo, uma região em geral pequena, formada por dobras da cadeia polipeptídica e por resíduos de aminoácidos específicos, capazes de posicionar os reagentes lado a lado, orientar suas ligações e até estabilizar o estado de transição da reação.

É por isso que a velocidade enzimática pode ser milhões de vezes maior que a reação não catalisada. O encaixe induzido vai além do velho modelo chave-fechadura: ao encontrar o substrato, o sítio ativo muda de forma para abraçá-lo, o que explica a especificidade e também a regulação da enzima — pequenas alterações na estrutura proteica podem ligá-la ou desligá-la. Um caso concreto é a catalase, que decompõe o peróxido de hidrogênio (H₂O₂), substância tóxica gerada no metabolismo, em água e oxigênio; é essa enzima que produz a efervescência quando se coloca água oxigenada em um ferimento ou em um pedaço de batata crua.

Especificidade enzimática

Cada enzima atua sobre um substrato ou um grupo restrito deles, pela complementaridade de forma e carga do sítio ativo. Daí a existência de milhares de enzimas diferentes numa célula, e o efeito de inibidores competitivos, que ocupam o sítio ativo.

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A especificidade enzimática deriva da arquitetura tridimensional do sítio ativo, uma cavidade com resíduos de aminoácidos dispostos de modo a estabelecer ligações de hidrogênio, interações iônicas e forças de van der Waals com o substrato, o que explica por que uma enzima como a catalase decompõe o peróxido de hidrogênio sem tocar em moléculas de estrutura semelhante, como a água oxigenada diluída em outros solutos. Historicamente, o modelo chave-fechadura, proposto por Emil Fischer em 1894, imaginava o sítio ativo como uma fechadura rígida à qual só se encaixava a chave exata, o substrato; hoje sabemos que a enzima é flexível e que o sítio ativo se molda ao substrato após a ligação, ideia do encaixe induzido, de Daniel Koshland (1958), que explica tanto a catálise quanto a especificidade ampla de algumas enzimas, capazes de agir sobre substratos parecidos.

Fatores que afetam a ação enzimática

Temperatura: a velocidade cresce até um ótimo — cerca de 37 °C nos humanos — e despenca acima dele por desnaturação. pH: cada enzima tem faixa ótima. Somam-se a concentração de substrato e de enzima e a presença de inibidores.

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A ação enzimática depende de condições ambientais específicas porque a enzima é uma proteína cuja função nasce da sua forma tridimensional: qualquer fator que altere a conformação do sítio ativo compromete a catálise. Vale separar dois efeitos. A concentração de substrato aumenta a velocidade até a saturação, quando todas as enzimas estão ocupadas e a velocidade atinge o Vmáx, comportamento descrito pela cinética de Michaelis-Menten; já a concentração de enzima eleva a velocidade de forma praticamente linear, pois há mais sítios ativos disponíveis. Os inibidores agem de dois modos: o competitivo disputa o sítio ativo e é vencido por excesso de substrato, enquanto o não competitivo se liga em outro ponto da enzima e reduz o Vmáx sem que o substrato resolva.

Sobre temperatura e pH, vale lembrar que a desnaturação por calor é geralmente irreversível, mas a perda de atividade por pH extremo pode ser revertida se a enzima voltar à faixa ótima.

Influência do pH na atividade enzimática

Cada enzima tem um pH ótimo, correspondente ao ambiente onde atua: a pepsina do estômago funciona em pH ~2, muito ácido; a tripsina do intestino, em pH ~8, alcalino; a amilase salivar, em pH neutro. Fora da faixa, a enzima desnatura.

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A faixa de pH em que uma enzima atua depende diretamente do estado de ionização dos grupos funcionais dos aminoácidos que formam seu sítio ativo e de sua estrutura tridimensional: radicais como carboxila (-COOH), amino (-NH₃⁺) e imidazol da histidina ganham ou perdem prótons conforme a acidez do meio, e alterações nesse equilíbrio modificam as cargas elétricas que sustentam as ligações iônicas, as pontes de hidrogênio e as interações hidrofóbicas responsáveis pelo enovelamento proteico. Em pH ótimo, essas cargas estão na proporção ideal para que o substrato se encaixe no sítio ativo e a catálise ocorra com máxima eficiência; afastando-se desse ponto, a ionização desfavorável rompe essas interações, a enzima perde a conformação nativa e a atividade cai drasticamente até a desnaturação irreversível, que não deve ser confundida com inibição reversível.

Outro caso clássico é a pepsina, sintetizada como pepsinogênio e ativada pelo HCl gástrico: seu pH ótimo em torno de 2 é justamente o que a torna funcional no estômago, enquanto a tripsina, lançada como tripsinogênio e ativada pela enterocinase no duodeno, opera em pH ~8.

Influência da concentração de substrato na atividade enzimática

A velocidade cresce com a concentração de substrato até atingir um patamar: todas as enzimas ficam ocupadas — é a saturação, com velocidade máxima. A partir daí, só aumentar a quantidade de enzima eleva a velocidade.

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Esse comportamento descreve uma curva hiperbólica típica da cinética enzimática, formalizada pelo modelo de Michaelis-Menten, em que a velocidade inicial (v₀) é plotada contra a concentração de substrato [S]: em concentrações baixas, há proporcionalidade quase direta, pois cada molécula de substrato encontra sítio ativo livre com facilidade; à medida que [S] aumenta, mais complexos enzima-substrato (ES) se formam e a velocidade cresce, mas de modo cada vez mais lento, até estabilizar na Vmax, quando a etapa limitante passa a ser o turnover catalítico da enzima, e não mais o encontro com o substrato. Nesse contexto define-se a constante de Michaelis (Km), a concentração de substrato em que v₀ atinge metade da Vmax, valor que expressa a afinidade aparente da enzima pelo substrato — Km baixo indica alta afinidade, Km alto sugere baixa afinidade — e serve para comparar enzimas ou condições experimentais.

Outro caso prático é a inibição competitiva, em que um análogo do substrato ocupa o sítio ativo: o inibidor pode ser vencido aumentando-se [S], o que desloca a curva, eleva o Km aparente e mantém a Vmax inalterada — observação frequente em questões que comparam gráficos com e sem inibidor.

Vale lembrar que fatores como pH, temperatura e presença de cofatores também modulam a atividade e, por isso, costumam ser cobrados em conjunto, cabendo ao aluno reconhecer que a curva de saturação só é válida quando essas condições permanecem ótimas e constantes.